Glossário

 

– A –
  • Abhidhamma (pāli): um dos três grupos do Tipitaka.
  • Abhiññā (pāli): a capacidade de conhecer coisas através do uso de poderes psíquicos, como a visão divina, audição divina, lembrar de vidas passadas, ler a mente dos outros, etc…
  • Ācarya vatta (pāli): os deveres do discípulo para com seu professor.
  • Ajahn (tailandês): professor, essa palavra é a transcrição tailandesa da palavra em pāli “acārya”.
  • Akāliko (pāli): não limitado pela ação do tempo, não sujeito ao tempo.
  • Anāgāmī (pāli): o estágio de iluminação anterior ao arahant. Nesse estágio qualquer desejo por existência corporal foi definitivamente abandonado.
  • Anagārika (pāli): uma pessoa que mora adota um estilo de vida semi-monástico, observa os oito preceitos e em geral vive em reclusão, vestindo um manto branco.
  • Ānāpānasati (pāli): técnica de meditação que utiliza a respiração como objeto.
  • Anatta (pāli): ausência de uma entidade, ausência de um “eu”.
  • Anicca (pāli): impermanência.
  • Ānupubbikathā (pāli): o ensinamento progressivo que o Buddha costumava dar àqueles que nunca tinham ouvido o Dhamma anteriormente composto de generosidade, sīla, o prazer dos reinos celestiais, as desvantagens dos prazeres sensuais, o bem estar que vem da renúncia aos prazeres sensuais, e por fim, as Quatro Nobres Verdades.
  • Appamaññā Dhamma (pāli): os quatro Brahmavihāra.
  • Appanā Samādhi (pāli): samādhi em que a mente se abstrai por completo dos seis sentidos.
  • Apannaka Patipadā (pāli): a prática que nunca está errada, nominalmente: restringir os sentidos, moderação na alimentação e ser diligente.
  • Arahant (pāli): o estágio final de iluminação.
  • Árias (pāli): aqueles que alcançaram um dos quatro estágios de iluminação.
  • Arūpaloka (pāli): o mundo onde não há formas.
  • Āsālhā Puja (pāli): a celebração do dia em que o Buddha expôs seu primeiro sermão, o Dhammacakkapavattana Sutta
  • Attakilamathānuyogo (pāli): a prática de atormentar a si.
  • Avijjā (pāli): desconhecimento, ignorância.
– B –
  • Baht (tailandês): a moeda utilizada na Tailândia.
  • Bhāvanā (pāli): desenvolver, mais utilizado no caso de desenvolvimento mental.
  • Bhāvanā-mayā paññā (pāli): sabedoria que surge da prática (em oposição à sabedoria que surge do estudo de livros, etc…)
  • Brahmacariya (pāli): ‘a prática dos Brahmas’. É dito que as deidades do paraíso dos Brahmas por não deleitarem em sensualidade, não possuem gênero masculino ou feminino, por isso na Índia antiga aqueles que optavam por uma vida de celibato eram chamados de brahmacaris.
  • Brahmavihāras (pāli): as quatro qualidades mentais dos seres celestiais conhecidos como Brahmas: mettā, karunā, muditā, upekkhā.
  • Bojjhangas (pāli): os fatores da iluminação, sete fatores que tornam possível a realização a iluminação
  • Bôt (tailandês): é um templo onde se realizam cerimônias mais formais dentro do monastério. Em outros locais é conhecido como “uposatha hall”.
– C –
  • Cinco preceitos: os cinco preceitos morais que o Buddha recomendou como fundação de prática para os discípulos leigos. De forma sucinta: não matar, não roubar, correta conduta sexual, correto uso da fala, não fazer uso de intoxicantes.
  • Citta (pāli): a mente.
  • Cīvara (pāli): o manto principal do monge.
– D –
  • Dāna (pāli): caridade, generosidade.
  • Desanā (pāli): uma palestra sobre o Dhamma, um sermão. Na Tailândia às vezes também recebe a conotação negativa da palavra ‘sermão’ em português, como a expressão ‘levar um sermão’.
  • Deva/Devata (pāli): seres celestiais, anjos, em geral do sexo feminino mas essa palavra também serve para o gênero masculino.
  • Dhammas Mundanos (pāli): os oitos fenômenos inerentes ao mundo: elogio e crítica, perda e ganho, fama e anonimato, felicidade e sofrimento. Todos aqueles que vivem nesse mundo cedo ou tarde se deparam com um destes fenômenos (Loka-Dhamma).
  • Dhammavicaya (pāli): Investigação do Dhamma, um dos fatores da iluminação.
  • Dukkha (pāli): sofrimento, desconforto, insatisfação.
  • Dukkhā Patipadā Dandhabhiññā (pāli): qualificação do praticante cuja prática decorre com dificuldade e leva muito tempo para obter resultados.
  • Dukkhā Patipadā Khippabhiññā (pāli): qualificação do praticante cuja prática decorre com dificuldade mas leva pouco tempo para obter resultados.
  • Durian (tailandês): fruta típica da região sudeste da ásia, na época era considerada um artigo de luxo.
  • Dhutangas (pāli): grupo de práticas ascéticas recomendadas pelo Buddha.
– E –
  • Ekaggatā ārammana (pāli): objeto mental único.
  • Ekaggatā citta (pāli): mente unificada.
– G –
  • Glot (tailandês): um guarda-chuva grande e reforçado que utilizado em conjunto com uma tela de proteção de mosquitos serve como tenda improvisada. É utilizado pelos monges quando estes estão morando na selva.
– I –
  • Indrya (pāli): essa palavra possui vários significados, mas em geral é utilizada para se referir a quatro faculdades espirituais: energia, sati, samādhi e sabedoria.
– J –
  • Jhāna (pāli): estado profundo de samādhi.
  • Jomgrom (tailandês): meditação andando.
– K –
  • Kalyānadhamma (pāli): dhammas belos, louváveis, boas qualidades do coração.
  • Kalyānamitta (pāli): amigo no Dhamma, pessoas que nos ajudam a trilhar o caminho da libertação.
  • Kalyānamitra (sânscrito): o mesmo que Kalyānamitta.
  • Kāmarāga (pāli): desejo sensual.
  • Kāmasukhallikānuyogo (pāli): a prática de indulgenciar em prazeres sensuais.
  • Kamma (pāli): karma
  • Kammatthāna (pāli/tailandês): em pāli significa “fundações da prática”, na Tailândia o termo é usado para se referir à prática do Dhamma ou às pessoas que se dedicam à prática do Dhamma.
  • Karunā (pāli): compaixão.
  • Kathina (pāli): cerimônia realizada após o término do vassa.
  • Khandhas (pāli): grupo, agrupamento.
  • Khanika Samādhi (pāli): concentração mental por um período curto.
  • Khanti (pāli): um dos dez paramīs, significa a capacidade de aguentar sensações desagradáveis.
  • Kilesas (pāli/tailandês): em pāli significa impurezas mentais, em tailandês também é utilizado de forma genérica para referir-se às más intenções de uma pessoa, quer seja raiva, ganância, egoísmo ou qualquer outra.
  • Koan (japonês): um objeto de meditação utilizado na tradição Zen/Chan.
– L –
  • Loka-Dhamma, (pāli): veja “Dhammas Mundanos”.
  • Lokavidū (pāli): conhecedor do mundo, um epitáfio atribuído ao Buddha.
  • Lokuttara (pāli): loka -mundo, uttara -além, mais elevado, ou seja, algo que é acima do mundo, supramundano.
  • Luang Pó (tailandês): respeitado pai, venerável pai.
  • Luang Ta (tailandês): respeitado vovô, venerável vovô. Esse termo é às vezes carinhoso mas em geral é desrespeitoso. É utilizado para homens de idade avançada que viram monges por não ter família ou recursos para se sustentar, ou em busca de status.
– M –
  • Magga-sāmaggiya (pāli): o caminho em harmonia. Esse termo se refere a quando todos os oito aspectos do Nobre Caminho Óctuplo entram em harmonia entre si.
  • Mahasi Sayadaw: um monge famoso de Myanmar.
  • Mahāyana (pāli): uma segunda vertente do budismo, comum no Tibete, China e Japão.
  • Manussā sambhata (pāli): o tesouro da vida humana.
  • Māra (pāli): Morte. Em outros contextos “o tentador”, isto é, uma personagem que surge frequentemente nos suttas tentando persuadir o Buddha ou bhikkhus e bhikkhunis a desistir da prática do Dhamma e voltar a viver no mundo da sensualidade.
  • Mettā (pāli): bem querer, amizade, boa vontade.
  • Muditā (pāli): a capacidade de se alegrar com o bem estar alheio, o oposto da inveja.
– N –
  • Nak Tham (tailandês): é o nome do currículo de estudo formal da teoria do Dhamma na Tailândia. O Nak Tham possui três graduações, começa do Nak Tham 3 e vai até o Nak Tham 1.
  • Nāma Dhamma (pāli): imaterial, que não possui forma física, um aspecto mental.
  • Ñānasamvara (pāli): restringir a si mesmo através do insight.
  • Ñāyapatipanno (pāli): aquele que trilha o caminho com sabedoria.
  • Nekkhamma (pāli): renúncia, ou literalmente, “livre de desejo sensual”.
  • Nesajjika (pāli): a prática de dhutanga que consiste em abrir mão da postura deitada.
  • Nimittas (pāli): literalmente, sinal, mas nesse caso se refere a imagens (ou sons, ou sensações) que às vezes surgem durante a prática de meditação.
  • Nissaya (pāli): pedir que o mestre os recebam como alunos.
  • Nīvaranas (pāli): as cinco obstruções à obtenção dos jhānas. Para mais informações leia http://acessoaoinsight.net/arquivo_textos_theravada/obstaculos.php
  • Nobre Caminho Óctuplo: “O Nobre Caminho Óctuplo, é o caminho que conduz à cessação do sofrimento, isto é, a última das Quatro Nobres Verdades. O Nobre Caminho Óctuplo compreende três grupos: Sabedoria – Entendimento Correto, Pensamento Correto; Virtude – Linguagem Correta, Ação Correta, Modo de Vida Correto; Concentração – Esforço Correto, Atenção Plena Correta, Concentração Correta.” fonte: http://www.acessoaoinsight.net
– O –
  • Oito preceitos: os oito preceitos que o Buddha recomendou para os discípulos leigos que queiram se aprofundar na prática de meditação. De forma sucinta: 1- não matar, 2- não roubar, 3- celibato, 4- correto uso da fala, 5- não fazer uso de intoxicantes, 6- alimentar-se somente no período entre o nascer do sol e o meio-dia, 7- não ouvir música, dançar, cantar, assistir espetáculos, enfeitar ou perfumar o corpo, 8- não dormir em camas grandes e luxuosas.
  • Opanayika Dhamma (pāli): Dhamma que leva à Nibbānna.
– P –
  • Paccatam (pāli): algo que só se pode ver por si mesmo, experienciar por si mesmo.
  • Pacceka Buddha (pāli): um Buddha que não estabelece um Buddha Sasanā, não ensina um grande número de discípulos.
  • Paññā (pāli): o aspecto do treinamento que diz respeito a conhecer o mundo de maneira clara e a agir habilmente em diferentes situações, a aquisição de sabedoria.
  • Paramata (pāli): o mais elevado, maior, último nível.
  • Pāramī (pāli): boas qualidades mentais, uteis no caminho da iluminação.
  • Parikamma (pāli): recurso inicial para preparar a mente para a prática de samādhi.
  • Parinibbāna (pāli): a morte de um arahant, quando ele alcança completa cessação.
  • Pariyatti (pāli): o estudo formal das escrituras.
  • Pātimokkha (pāli): o conjunto principal de regras monásticas, que é recitado pelos monges a cada quinze dias.
  • Pindapāta (pāli): o ato dos monges saírem pelas ruas recolhendo alimentos como esmola.
  • Piyavācā (pāli): fala que é educada e agradável àquele que escuta.
  • Pó Kao (tailandês): “pai branco”, um anagarika de idade avançada, uma pessoa que veio morar no monastério mas que não quis ordenar-se monge, vive seguindo os 8 preceitos morais.
  • Prayok (tailandês): Curso oficial de estudo da linguagem Pāli an Tailândia. As graduações vão de Prayok 1 até Prayok 9, quando um monge alcança o Prayok 5 ele recebe o título “Mahā”.
  • Pubbasikā (pāli): um livro antigo que explica a regra monástica (Vinaya).
  • Pūja (pāli): serviço devocional.
– R –
  • Rāhula: filho biológico do Buddha (pesquise a biografia do Buddha aqui para maiores detalhes).
  • Rūpa (pāli): forma, que possui forma física.
  • Rūpaloka (pāli): o mundo das formas.
– S –
  • Sacca (pāli): verdade.
  • Sabaññu Buddha (pāli): um dos quatro tipos de Buddhas mencionados nos comentários antigos.
  • Sacca-pāramī (pāli): a qualidade da integridade.
  • Sadhu (pāli/tailandês): em pāli: “muito bem!”, “excelente!”, em tailandês: algo parecido com o “amém!”, não tem um significado muito claro.
  • Saggakathā (pāli): um discurso sobre os prazeres dos reinos celestiais (veja ānupubbikathā).
  • Sakadāgāmi (pāli): o segundo estágio de iluminação.
  • Samādhi (pāli): o aspecto do treinamento que diz respeito a desenvolver a habilidade em pacificar, estabilizar e focar a mente e assim atingir um estado de concentração mental específico.
  • Sakkāya-ditthi (pāli): a crença, o entendimento de que de fato existe um “eu”. Esse é um dos obstáculos que um praticante deve abandonar para alcançar Sotāpanna.
  • Samana (pāli): Literalmente, uma pessoa pacífica, ou, um asceta, um recluso, pode ser um monge ou mesmo um eremita que não participe de uma ordem monástica específica.
  • Samathā (pāli): o aspecto da prática de meditação que diz respeito a pacificar e descansar a mente.
  • Sammāditthi (pāli): visão correta, ponto de vista correto.
  • Sammāvācā (pāli): fala correta.
  • Sāmīcipatipanno (pāli): aquele que trilha o caminho de forma correta.
  • Sampajañña (pāli): clara compreensão.
  • Samsāra (pāli): o ciclo de nascimento e morte onde nos encontramos atualmente.
  • Samvara (pāli): restringir, restrição.
  • Sanghātī (pāli): o manto duplo que é utilizado pelos monges para protegerem-se do frio.
  • Sankhāras (pāli): algo composto, sistema. Quando se referindo aos 5 khandhas, significa formações mentais.
  • Saññā (pāli): no Sri Lanka é traduzido como percepção, na Tailândia é traduzido como memória.
  • Sāsana (pāli/tailandês): o período de tempo em que o ensinamento do Buddha está presente e ativo no mundo, em tailandês essa palavra é utilizada no sentido mais de genérico da palavra “religião” em português.
  • Sattāha (pāli): durante o período do vassa os monges devem permanecer no monastério, caso haja uma razão importante para viajar, ele pode fazer uso do sattāha, que é uma permissão especial para estar fora do monastério por no máximo 7 dias.
  • Sati (pāli): a capacidade de aplicar a mente ao momento presente, presença mental.
  • Sati-paññā (tailandês/pāli): o signifiado corriqueiro na Tailândia para essa expressão é “inteligência”, mas às vezes não fica muito claro se a pessoa que está falando quer dizer isso ou quer dizer “sati” e “paññā”, de acordo com o significado original dessas palavras em pāli.
  • Satipatthāna (pāli): as fundações de sati. Para mais detalhes leia o Satipatthāna Sutta.
  • Sāvaka (pāli): em geral, termo usado para se referir aos discípulos diretos do Buddha que alcançaram a iluminação.
  • Sīla (pāli): o aspecto do treinamento budista que diz respeito à disciplina e moralidade dos atos corporais e verbais.
  • Sīlabbata-parāmāsa (pāli): apego a regras e observâncias. Esse é um dos obstáculos que o praticante deve abandonar para atingir Sotāpanna.
  • Sotāpanna (pāli): o primeiro estagio de iluminação.
  • Sukhā Patipadā Dandhabhiññā (pāli): qualificação do praticante cuja prática decorre com facilidade mas leva muito tempo para obter resultados.
  • Sukhā Patipadā Khippabhiññā (pāli): qualificação do praticante cuja prática decorre com facilidade e leva pouco tempo para obter resultados.
  • Suññata (pāli): vazio
  • Supatipanno (pāli): aquele que está no caminho correto.
– T –
  • Tapa (pāli): prática de austeridades.
  • Tanhā (pāli): desejo.
  • Thamat (tailandês): é um assento especial, onde os monges se sentam para ensinar o Dhamma em ocasiões formais.
  • Tipitaka (pāli): as escrituras budistas.
– U –
  • Ujupatipanno (pāli): aquele que está no caminho direto.
  • Upacāra Samādhi (pāli): samādhi em que a mente não se abstrai por completo dos seis sentidos.
  • Upajjhāya (pāli): o monge que preside a cerimônia de ordenação monástica.
  • Upajjhāya vatta (pāli): os deveres do discípulo para com seu upajjhāya.
  • Upāsaka (pāli): discípulo leigo.
  • Upāsikā (pāli): discípula leiga.
  • Upāya (pāli): técnica, estratagema.
  • Upekkhā (pāli): equanimidade.
  • Uposatha (pāli): o dia em que os monges se encontram para confessar suas ofensas e recitar a regra monástica.
– V –
  • Vassa (pāli): o retiro anual que ocorre na estação chuvosa. É também a forma de contar quantos anos de vida monástica uma pessoa possui (1 vassa, 2 vassas, 3 vassas…).
  • Vāsanā (pāli): tendências de comportamento acumuladas em vidas passadas.
  • Vedanā (pāli): sensação.
  • Vicikicchā (pāli): dúvidas sobre o ensinamento do Buddha ou sobre o modo de prática. Esse é um dos obstáculos que o praticante deve abandonar para atingir Sotāpanna.
  • Vijjā (pāli): conhecimento, inteligência.
  • Vimutti (pāli): libertação.
  • Vinaya (pāli): a disciplina monástica.
  • Vipassanā (pāli): o aspecto da prática de meditação que diz respeito a investigar a realidade, enxergar com clareza.
– Y –
  • Yogīs (pāli): um praticante do Dhamma.