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Por que não consigo ver as legendas nos vídeos?

Os vídeos foram configurados para mostrar legendas automaticamente – mas nem sempre funciona. Se for esse o seu caso, experimente clicar no símbolo ‘CC’ na parte inferiora do vídeo e lá haverão opções para mostrar a legenda em português.

Para aqueles que usam tablets e smartphones, a maioria dos sistemas modernos deve ser capaz de reproduzir o vídeo direto na página do browser caso você esteja utilizando o navegador Google Chrome, mas talvez seja necessário acionar as legendas manualmente clicando no símbolo ‘CC’ na parte inferiora do vídeo. Para alguns sistemas mais antigos, é preciso usar o app do YouTube. Quando você clicar no vídeo, o app do YouTube irá abrir e o vídeo irá começar, então você deve ativar as legendas manualmente através do botão para mostrar opções.


Por que as traduções dos ensinamentos de Ajahn Chah contidos nesse site são tão diferentes das encontradas em outros lugares?

Desde a década de setenta discípulos tanto leigos como monásticos de Ajahn Chah vêm fazendo um esforço contínuo em transcrever e traduzir os ensinamentos para o inglês e do inglês o texto é retraduzido para demais línguas. Quem conhece o assunto sabe que é impossível fazer uma tradução 100% fiel ao original e quando se trata de traduzir de uma língua oriental para uma ocidental é ainda mais complicado. Pode-se dizer que uma tradução feita a partir de uma outra tradução é a distorção da distorção, vai estar mais distante do original e isso é simplesmente inevitável. Além desse fator existe mais um: as primeiras traduções foram feitas na época em que não havia internet e o budismo no ocidente era muito pouco conhecido, por isso a ênfase foi dada para que o texto fosse apropriado ao formato de livro e mais do que isso, a um público que não possuía nenhum conhecimento prévio sobre budismo. O resultado final é que muitas vezes os tradutores simplesmente extirparam várias seções do texto porque ou eram difíceis de traduzir ou temiam ia deixar o leitor confuso ou simplesmente estragava o ritmo de leitura do texto. Esse assunto já cria polêmica há algum tempo a ponto de mesmo Ajahn Thanissaro (que não era discípulo de Ajahn Chah) ter decidido re-traduzir algumas desanās por achar que as traduções anteriores estavam distorcendo muito o ensinamento (veja http://www.accesstoinsight.org/lib/thai/chah/) e atualmente existem mais e mais re-traduções sendo feitas pelos próprios discípulos de Ajahn Chah.

Os textos do site foram traduzidos diretos do tailandês e para o formato de vídeo, o que por si já exige que o texto traduzido seja o mais fiel possível ao que está sendo dito. A razão para isso é porque caso contrário, o timing do som e do texto simplesmente não batem, e mais importante, uma vez que o internauta tem a oportunidade de ouvir o som original, sai das costas do tradutor o dever de ‘arrumar’ o texto, nós simplesmente traduzimos o que foi dito e a responsabilidade de ter se expressado bem ou mal volta para o interlocutor original. Em resumo: a tradução está sendo feita do original, para um formato diferente e público alvo diferente, por isso a tradução sai diferente.

 

Por que diferentes grafias para os nomes tailandeses?

Só a palavra ‘ajahn’ em si, dependendo de que parte da Tailândia você está, você vai ouvir sendo pronunciada como ‘atchan’, ‘adjan’ ou ‘ajan’. ‘Chah’ é a mesma coisa, pode ser pronunciado como ‘tcha’, ‘xa’, e se for na parte mais rural do nordeste, ‘sá’. Uma vez que não há uma pronuncia padrão eu preferi sempre que possível manter o padrão mais comum para que as pessoas saibam que estamos falando da mesma pessoa e para facilitar a busca pela internet. Mas nem sempre é possível. Às vezes a grafia utilizada pelos que falam a língua inglesa simplesmente não faz sentido quando transposto para o português, por exemplo, uma vez que eles não tem acento agudo eles usam a seguinte ‘gambiarra’ para escrever ‘ó’: or. Por isso às vezes vemos Luang Por, mas a pronúncia correta é Luang Pó. Outro exemplo é o som ‘é’, por falta de opção nomes como ‘Mé Chí Kéu’ acabam sendo escritos como ‘Mair Chee Kaew’. Existe um som que mesmo no português é impossível reproduzir: ‘อึ’. Esse som em geral é escrito como ‘ue’ mas não é bem esse o correto, por falta de opção eu também estou seguindo o mesmo padrão dos ingleses.

Já no que diz respeito a títulos, dependendo do gosto de cada pessoa e da idade do mestre, ela irá utilizar Kruba (venerável), Ajahn (professor), Tahn Ajahn (senhor professor), Kruba Ajahn (venerável professor), Luang Pó (venerável pai) ou Laung Pu (venerável avô). Todos esses são muito educados e respeitáveis,  a única atenção que deve ser dada é não chamar um monge muito jovem de Laung Pó, e da mesma forma, Laung Pu é reservado a pessoas de idade bem avançada.

Quem quiser ouvir a pronuncia correta de nomes em tailandês, experimente copiar e colar a lista de nomes abaixo no site http://translate.google.com/ e apertar no botão para ouvir a pronuncia (tem um desenho de um alto-falante) – หลวงพ่อชา, หลวงปู่ชา, หลวงปู่มั่น, อาจารย์อนันต์,  อาจารย์ตั๋น, หลวงพ่อเลี่ยม


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  • Texto da tradução: Sempre que olho o site encontro ou erro de português ou erro de digitação aqui e ali. Por favor ajudem avisando quando houver um erro desse tipo pois admito, não sou hábil em língua portuguesa e sou péssimo revisor de texto. Utilize o recurso de comentário contido nas diferentes sessões do site e caso o erro seja em alguma tradução, por favor me avise o ponto (em minutos) em que ocorre o erro, assim fica mais fácil corrigir.
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  • Novas traduções: e por fim, se alguém fala bem inglês ou tailandês e tenha interesse em ajudar no trabalho de tradução por favor entre em contato, eu assim indicarei quais gravações poderiam ser úteis para o site.

3 comentários sobre “Sobre o Site

  1. Caro (a), antes de tudo obrigado por disponibilizar conteúdo tão valioso. Gostaria de fazer um pedido. Vocês conseguiriam algum áudio de longa duração com legendas de Ajahn Thate Desaransi? Venho praticando seu método de meditação com o objeto “buddho” e estou tendo resultados muito satisfatórios. Como é muito difícil achar textos em português desse mestre, gostaria de saber se vocês podem conseguir um áudio e traduzi-lo. Obrigado.

      • Ok, obrigado de qualquer forma. Gostaria de relatar também, que pude resolver uma dúvida forte que tinha com relação aos pensamentos na meditação, graças a uma de suas palestras do seu canal do youtube, em que você diz que os pensamentos são uma dádiva dos seres humanos e que podem ser utilizados na meditação, de forma direcionada, para refletir nos ensinamentos do Buda (desculpe se alterei de alguma forma o sentido do que disse, mas foi o que eu entendi). Assim, perdi o medo dos pensamentos na meditação e passei a utilizá-los de forma controlada e aplicada, refletindo sobre Anicca, Dukka, Anatta, e outros ensinamentos do Buda. Durante essas contemplações (acredito que esse seja o significado de contemplação, me corrija se eu estiver enganado), não tive mais as interferências e lapsos comuns quando concentrava apenas na respiração. Escrevo isso não como forma de elogio, pois sei que não é um bom alimento para o ego, que devemos combater, apenas mesmo como gratidão e como incentivo para que continue produzindo seus vídeos, que são uma excelente fonte do Dhamma.

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