Sati, Samādhi, Paññā

Ajahn Anan fala sobre a importância de Sati na prática de meditação.

Notas da Tradução:

  • Mantra – na Tailândia é comum o uso de mantras como objeto de meditação, mas diferente de outras religiões ou escolas budistas, não há a crença de que esses mantras possuam propriedades mágicas sobrenaturais, eles são utilizados apenas como um foco para a mente.
  • Buddhābhitthutim, Dhammābhitthutim, Sanghābhitthutim – versos recitados durante a puja, que descrevem as qualidades do Buddha, Dhamma e da Sangha.
  • Pensamento aplicado/sustentado, êxtase, felicidade, equanimidade – os fatores do primeiro jhana.
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8 comentários sobre “Sati, Samādhi, Paññā

  1. Tenho uma certa dúvida com relação às características de samadhi ensinado por Ajaan Anan. Pelo que entendi ele define como sati no objeto de meditação e piti/sukha. Parece que a presença de piti/sukha é que definem o estado como samadhi. Num determinado trecho ele diz que o nimitta vem mais tarde. Imagino que esse seja o nimitta do Visudhimagga mencionado por Ajaan Brahm e Pa Auk Sayadaw. Mas o que quer dizer "mais tarde"?

  2. É duro tentar explicar as palavras de outras pessoas, mas o que eu poderia dizer é que:
    1- Ajahn Anan não é um monge escolástico e portanto quando falando ele não vai ter um compromisso muito grande para com o que extamente está escrito nos textos, em geral as palavras nesse caso são usadas mais para transmitir uma mensagem do que para definir termos, se a gente ficar tentando ir no detalhe de cada palavra e cada significado é provável que iremos ficar andando em cícurlos uma vez que o próprio autor não teve esse tipo de preocupação quando se expressou.
    2- Samādhi é um termo bastante genérico, eu acho que a única coisa que pode mesmo se utilizar como fator comum é a mente estável, firme. Piti e sukha são características de um certo nível de samādhi. Eu tenho a impressão de que ele está se referindo ao estágio que leva ao primeiro jhana ou ao primeiro jhana em si.
    3- Quando ele diz que nimitta vem mais tarde, eu acho que ele só quis dizer que não é necessário se preocupar com isso, mas sim em plantar as condições e o resultado vem sozinho. Mas você está correto, a nimitta a que ele está se referindo é a mesma citada nos textos clássicos.

    A minha impressão foi essa, mas talvez esteja errada… só vendo por si mesmo para saber de verdade.

    • Existem kanika samādhi, upacāra samādhi, todos os diferentes tipos de jhana, tudo isso é chamado samādhi. Dependendo de quão liberal você for com o termo, de certa forma até mesmo a mente atenta e estável num assunto qualquer pode se chamar samādhi, depende de como você enxerga o assunto.

  3. muito bom. o venerável monge deixa clara a impermanência do/no mundo, que sendo dialético, vem e vae, como as pessoas nas tarefas diárias : meditar é parar.

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